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Tuesday, October 20, 2015

A história do carrossel holandês

Até a Copa do Mundo de 1974, a participação da Holanda em Mundiais era pífia: havia jogado apenas em 1934 e 1938 quando somaram duas derrotas em igual número de jogos. Os holandeses chegaram à Alemanha em 74 dispostos a mudar isso e traziam uma grande geração de craques que haviam feito sucesso nas competições de clubes europeus.

Os holandeses, comandados pelo técnico Rinus Michel, trouxeram à Copa um novo conceito de organização em campo: o “futebol total”. Muita marcação-pressão para abafar o adversário e roubar a bola e multiplicidade de funções dos jogadores, sem se descuidar de sua função principal. Todo o meio-campo ajudava a marcar, incluindo Cruyff e os atacantes Rep e Rensenbrink. Sempre que um rival tinha a bola, dois, três laranjinhas chegavam e lhe tiravam a bola. Retomando a bola, o time buscava muito toque e movimentação constante de todos os jogadores pelo campo, com atacantes e defensores se revezando em um esquema com atletas de alto nível técnico.

O time ganhou o apelido de “carrossel holandês” e os adversários de 1974 foram caindo um a um. A Holanda ficou em primeiro no seu grupo vencendo Uruguai e Bulgária e empatando com a Suécia. Na segunda fase a Holanda atropelou a Argentina (4 a 0), a Alemanha Oriental (2 a 0) e o Brasil, então campeão mundial (2 a 0). O time laranja se classificou para a final com a Alemanha Ocidental e chegou a abrir o placar aos 8 minutos em um gol de pênalti.


Segundo Rep, que foi o artilheiro da Holanda nas Copas do Mundo, esse gol logo no começo foi uma maldição para a seleção holandesa. “Foi muito cedo, esquecemos de fazer o segundo e começamos a brincar. Os alemães começaram a ficar agressivos e perdemos uma final que todos esperavam que ganhássemos”, explica Rep.

O que o modelo do "futebol total" do "carrossel holandês" nos ensina em termos de organização? E de boa vontade?

Embaixadora da Boa Vontade para os Refugiados

Angelina Jolie, atriz,  dubladora, diretora, produtora e roteirista norte-americana atua como Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Tudo começou em 2001, quando recebeu o "script" de "Beyond Borders", um filme em que era convidada a interpretar a protagonista Sarah, uma americana que resolvera abandonar a sua fácil e fútil vida londrina para se tornar numa trabalhadora humanitária nos campos de refugiados da Chechênia. O filme ficaria na gaveta vários anos, mas Angelina passou de imediato à ação.

Em entrevista à CNN em 2007, Jolie afirmou: “Em Serra Leoa, eu tive a compreensão de que existem horrores reais no mundo e um tipo de crueldade e de violência que eu não sabia que existia. Eu desconhecia que as pessoas podiam sofrer daquela forma, tantas pessoas que tiveram braços e pernas sistematicamente cortados. Até crianças de três anos de idade sem braços e pernas porque eles foram cortados, ou amigos que tiveram que cortar mãos e pernas de outros amigos e ficaram traumatizados. Situações brutais que eu nunca tinha visto. Eu me senti tão ignorante, tão ingênua, verdadeiras atrocidades acontecendo ao redor do mundo. E eu sabia que como mulher, como ser humano, tinha a responsabilidade de me inteirar sobre isso, não deixar essas pessoas passarem despercebidas. Pessoalmente, eu sabia que precisava disso e para que nunca mais fosse confrontada com uma situação em que pensasse ‘meu Deus, como eu não sabia que isso estava acontecendo’. E quanto mais e mais eu conhecia os refugiados e famílias de refugiados, via uma força, um espírito que nunca vi antes em qualquer outra pessoa. Eles não vivem como vítimas. Eles certamente sabem que foram injustiçados e são muito inteligentes, isso geralmente é algo que as pessoas não conectam aos refugiados, pensam neles como um grupo de desesperados. Einstein foi um refugiado. Eles são, na verdade, algumas das pessoas mais inteligentes, resilientes do mundo. E muitos deles, antes de se tornarem refugiados, tinham vidas semelhantes às nossas”.

Durante as filmagens de "Tomb Raider", no Camboja, decidiu adoptar Maddox, então com sete meses. Interrogada por um jornalista sobre as suas motivações humanitárias, respondeu: "Gostaria que Maddox me recordasse não apenas como uma atriz que fez bem filmes e que por isso ganhou prêmios, mas também como alguém que se preocupou com os outros e que fez, ou que pelo menos tentou, com que o mundo fosse melhor para os outros".

Angelina Jolie, para além de emprestar a sua mediática imagem, contribui também com um terço dos seus rendimentos para a causa dos refugiados. Parece-nos ser um marketing demasiado caro para a promoção de uma atriz. Talvez seja melhor acreditarmos mais nas pessoas, na sua "boa vontade" - é para isso que temos uma embaixadora.

Em boas mãos

Amigos do Bem: http://revistagloborural.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/0,3916,1334166-1641-1,00.html

A Ratoeira

A Ratoeira
Conto de autoria desconhecida

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um
pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia estar ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da
fazenda advertindo a todos:
¯ Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
¯ Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas
não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato então foi até o cordeiro e disse a ele:
¯ Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
¯ Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique
tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela respondeu:
¯ O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do
fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua
vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, não viu
que a ratoeira pegara a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo
sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O
fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal: a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para
alimentá-los, o fazendeiro matou o cordeiro.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O
fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e
acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma

ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

Monday, September 28, 2015

Desorganização leva a erro fatal

Uma paciente morreu em 2004, num hospital no estado da Virginia, nos Estados Unidos, depois de nela ter sido injetada uma solução antisséptica em vez de um corante de contraste. Durante o procedimento, havia três líquidos transparentes que foram mantidos em tigelas de aço inoxidável em uma bandeja: o antisséptico, o corante e uma solução alcalina.

Com boa vontade e antecipando a necessidade do cirurgião, um técnico experiente pré-rotulou uma seringa vazia como “corante de contraste”. Em seguida, contudo, ele supostamente encheu essa seringa com o antisséptico em vez do corante.

Alguns meses antes daquele dia fatídico, o hospital havia decidido substituir uma solução de iodo marrom pelo antisséptico claro. O técnico sabia da mudança e inclusive havia mencionado esse ambiente que poderia provocar um erro ao seu supervisor dois meses antes do incidente. O técnico sabia, o supervisor sabia – mesmo assim, a situação de risco persistiu.

Depois de uma carreira de 34 anos sem falhas, 17 deles no hospital em Virginia, o técnico foi multado pelo estado, declarou-se responsável e se demitiu do hospital, embora alegasse não ter certeza sobre quem realmente havia enchido a seringa – ele ou o médico.

Depois da morte da paciente, o antisséptico foi substituído por um gel em cotonete, eliminando assim o risco para futuros pacientes de alguém confundir clorexidina com corante.