Tuesday, September 29, 2015

O que você quer ser?

Tive um daqueles momentos felizes e inesperados há algumas semanas. Estava no quarto trocando a fralda de um dos bebês quando nossa filha de cinco anos entrou e pulou na cama ao meu lado.

– Mamãe, o que você quer ser quando crescer? perguntou.

– Huum, acho que gostaria de ser mãe quando crescer.

– Você não pode ser isso porque você já é mãe. O que você quer ser quando crescer?

– Está bem, talvez eu seja pastor de igreja quando crescer. - respondi a segunda vez.

– Mamãe, não, você já é isso!

- Desculpe-me, querida, mas não estou entendendo o que eu devo dizer.

- Mamãe, só responda o que você quer ser quando crescer. Você pode ser qualquer coisa que quiser!

Esta experiência - esta minúscula experiência de cinco minutos - tocou fundo dentro de mim. Fiquei emocionada porque, aos olhos jovens de minha filha, eu ainda podia ser qualquer coisa que quisesse ser! Minha idade, minha carreira atual, meus cinco filhos, meu marido, meu diploma, meu mestrado - nada disso tinha importância. Aos seus olhos jovens eu ainda podia ser astronauta, pianista ou até mesmo cantora de ópera, talvez. Sob seu olhar jovem eu ainda tinha que crescer mais e tinha muito “ser” sobrando em minha vida.

A verdadeira beleza daquele encontro com minha filha foi quando percebi que, com toda sua ho

Então, o que você quer ser quando crescer?

(Rev. Teri Johnson – Do livro: Histórias para aquecer o coração, de Canfield & Hansen)

Problema ou solução

Era 1933. Eu havia sido demitido do meu emprego de meio expediente e não podia mais contribuir para a despesa familiar. Nossa única renda era o que mamãe conseguia ganhar fazendo roupas para os outros.

Então, mamãe ficou doente durante algumas semanas e incapaz de trabalhar. A companhia elétrica veio e cortou a força quando não conseguimos pagar a conta. Depois, foi a companhia de água. Mas o departamento de saúde os fez religar a água por motivos sanitários. A despensa ficou quase vazia. Felizmente, tínhamos uma pequena horta e podíamos cozinhar os legumes numa fogueira no quintal.

Um dia, minha irmã mais nova veio saltitante da escola para casa dizendo:

- Amanhã temos que levar para a escola alguma coisa para dar aos pobres.

Mamãe começou a esbravejar, dizendo:

- Não conheço ninguém mais pobre do que nós!

Mas a mãe dela, que estava morando conosco na época, a fez calar, franzindo as sobrancelhas e tocando-lhe o braço:

- Eva – disse -, se você passar para uma criança a ideia de que ela é “pobre” com essa idade, ela será “pobre” para o resto da vida. Sobrou um pote daquela geleia caseira. Ela pode levar aquilo.

Vovô achou um pedaço de papel de seda e um pedacinho de fita cor-de-rosa com os quais embrulhou nosso último pote de geleia. Minha irmã foi saltitando para a escola, no dia seguinte, levando orgulhosamente seu “presente para os pobres”.

E, para sempre depois disso, se havia um problema na comunidade, minha irmã naturalmente presumia que ela deveria ser parte da solução.

(Edgar Bledsoe)

Monday, September 28, 2015

Boas maneiras

A cansada ex-professora se aproximou do balcão do supermercado. Sua perna esquerda doía e ela esperava ter tomado todos os comprimidos do dia: para pressão alta, tonteira e um grande número de outras enfermidades.

"Graças a Deus eu me aposentei há vários anos" – ela pensou. "Não tenho energia para ensinar hoje em dia".

Imediatamente antes de se formar a fila para o balcão, ela viu um rapaz com quatro crianças e uma esposa, ou namorada, grávida. A professora não pode deixar de notar a tatuagem em seu pescoço.

"Ele esteve preso" – pensou.

Continuou a observá-lo. Sua camiseta branca, cabelo raspado e calças largas levaram-na a conjecturar:

"Ele é membro de alguma gangue".

A professora tentou deixar o homem passar na sua frente.

- Você pode ir primeiro – ofereceu.

- Não, a senhora primeiro – ele insistiu.

- Não, você está com mais gente – disse a professora.

- Devemos respeitar os mais velhos – defendeu-se o homem.

E, com isto, fez um gesto largo indicando o caminho para a mulher.

Um breve sorriso surgiu em seus lábios enquanto ela mancou na frente dele. A professora que existia dentro dela não pode desperdiçar o momento e, virando-se para ele , perguntou:

- Quem lhe ensinou boas maneiras?

- A senhora, Sra. Simpson, na terceira série.

Paul Karrer
Histórias para Aquecer o Coração
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Heather McNamara - Editora Sextante

Os gravetos

Os gravetos
Um homem tinha muitos filhos que viviam brigando. Não havia meio de conseguir harmonia na família. Um dia, ele pegou um feixe de gravetos e pediu que cada um quebrasse com o joelho. Todos tentaram e não conseguiram. Ele então desfez o feixe e deu os gravetos um por um. Ninguém teve dificuldade em quebrar todos os gravetos.
-Olhem só: se vocês se unirem não há inimigo que os possa vencer. Brigando sempre e ficando separados, só podem perder.
A união faz a força.

(LRM)  

Da infância humilde para o Supremo

Nascido em Paracatu, MG, Joaquim Barbosa, filho de pedreiro e dona de casa, teve uma infância pobre. As dificuldades que enfrentou só serviram para impulsionar sua vontade de estudar. Com a ajuda de parentes, se mudou para Brasília para estudar em uma escola pública.

Para se manter, trabalhou como faxineiro e na gráfica do Senado. O curso de Direito na Universidade de Brasília foi o início de uma carreira acadêmica intensa. Joaquim Barbosa fala quatro idiomas e é mestre e doutor em direito público pela Universidade de Paris.

Foi indicado para o Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Lula, em 2003, tendo sido o primeiro negro a assumir a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal). Atuou no Supremo durante onze anos, onde foi figura central do julgamento do mensalão, o mais rumoroso da história do STF.



Em 2013 foi eleito pela Revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Foi incluído também em uma lista de 10 brasileiros que foram notícia no mundo em 2013, elaborada pela BBC Brasil.

A nota de vinte dólares

Um  conhecido professor começou sua palestra segurando uma nota de vinte dólares numa sala com duzentas pessoas. Ele perguntou: “Quem gostaria de ganhar esta nota de vinte dólares?”  Mãos começaram a se levantar.

O professor disse: “Eu vou dar a esta nota de vinte dólares a um de vocês, mas em primeiro lugar, deixe-me fazer isso. “Ele começou a amassar o papel. Ele perguntou: “Quem ainda a quer?” Ainda muitas mãos se levantaram.

“Bem, se eu fizer isso?” Ele jogou a nota no chão e começou a pisá-la com seu sapato. Ele pegou-a, agora amassada e suja e perguntou: “Quem ainda quer?” Ainda assim as mãos se levantaram no ar.

Nesse dia todos aprenderam uma lição muito valiosa. Não importa o que foi feito com a nota, ela ainda era desejada por muitos, porque não houve redução no valor. Ela ainda vale vinte dólares.

Muitas vezes em nossas vidas, somos ignorados, amassados e moídos na sujeira, que são as decisões que tomamos e as circunstâncias que vêm em nosso caminho. Nós podemos nos sentir como se estivéssemos sem valor e inúteis.


Mas não importa o que aconteceu ou vai acontecer, você nunca perderá o seu valor: sujo ou limpo,  totalmente amassado ou levemente enrugado, você ainda é inestimável para aqueles que respeitam, consideram e amam você.

A última corda do violino

O lendário violinista Paganini era considerado por alguns como muito estranho. Outros diziam que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Certa noite o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da plateia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, se sobressaltaram quando a terceira e penúltima corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.


Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

O cavalo no poço

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O fazendeiro foi rapidamente ao local do acidente e avaliou a situação. Certificando-se de que o animal não se machucara, mas, pela dificuldade e o alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.

Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.

E assim foi feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.

Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo, os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente, conseguiu sair.

Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao dono da fazenda.


Mora da história: se você estiver “lá embaixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, já certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você terra da incompreensão, da falta de oportunidades e de apoio, lembre-se desse cavalo. Não aceite a terra que cai sobre você. Sacuda-a e suba sobre ela. E, quanto mais terra, mais você vai subindo…subindo…subindo, e aprendendo a sair do poço.

O menino e a tábua

Um menino tinha o grande defeito, nos tranquilos dias da infância, de desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer lhe parecia difícil.

Uma noite seu pai lhe entregou uma tabuazinha de pequena espessura e um canivete, e lhe pediu que, com este canivete, riscasse uma linha a toda largura da tábua. O garoto obedeceu suas instruções, e, em seguida, tábua e canivete foram trancados na escrivaninha de seu pai.

A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes; ao fim de uma semana o menino não aguentava mais de curiosidade.

A história continuava. Toda noite ele tinha que riscar com o canivete, uma vez, pelo sulco que se aprofundava.

Chegou afinal um dia em que não havia mais mais sulco. Com um último e leve esforço o garoto a tábua em duas. Seu pai  então disse:

"– Você nunca acreditaria que isto fosse possível, com tão pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende tanto de quanta força você põe numa tentativa, mas da persistência no que faz."

Desorganização leva a erro fatal

Uma paciente morreu em 2004, num hospital no estado da Virginia, nos Estados Unidos, depois de nela ter sido injetada uma solução antisséptica em vez de um corante de contraste. Durante o procedimento, havia três líquidos transparentes que foram mantidos em tigelas de aço inoxidável em uma bandeja: o antisséptico, o corante e uma solução alcalina.

Com boa vontade e antecipando a necessidade do cirurgião, um técnico experiente pré-rotulou uma seringa vazia como “corante de contraste”. Em seguida, contudo, ele supostamente encheu essa seringa com o antisséptico em vez do corante.

Alguns meses antes daquele dia fatídico, o hospital havia decidido substituir uma solução de iodo marrom pelo antisséptico claro. O técnico sabia da mudança e inclusive havia mencionado esse ambiente que poderia provocar um erro ao seu supervisor dois meses antes do incidente. O técnico sabia, o supervisor sabia – mesmo assim, a situação de risco persistiu.

Depois de uma carreira de 34 anos sem falhas, 17 deles no hospital em Virginia, o técnico foi multado pelo estado, declarou-se responsável e se demitiu do hospital, embora alegasse não ter certeza sobre quem realmente havia enchido a seringa – ele ou o médico.

Depois da morte da paciente, o antisséptico foi substituído por um gel em cotonete, eliminando assim o risco para futuros pacientes de alguém confundir clorexidina com corante. 

Professor Ferreirinha

Jaguarari é um município do sertão baiano, distante de Salvador 411 quilômetros, localizado entre as montanhas da Chapada Norte, com população aproximada de 30 mil habitantes.

Distante da sede do município, 40 quilômetros mais sertão ainda, um povoado denominado Flamengo esconde uma história de ensinamento de vida. Lá está o Professor Ferreirinha. Estudou para lecionar no primário, migrando da área para preencher vazio na educação física do município.

Atendendo um pedido de sua filha que desejava ser atleta, criou uma escola hoje já com 75 alunos. Ao início corria com sua filha pelas ruas esburacadas todos os dias e as crianças começaram a acompanha-lo, quando ele olhou para trás em um determinado dia, viu que 50 crianças o seguiam.

Neste cenário o Professor Ferreirinha tenta mudar a realidade das crianças, através do centro de atletismo que montou, com aparelho de salto feito com pneus e colchões usados. Garrafas pets, tubos de PVC, madeiras, elásticos, têm funções para os treinamentos das crianças, algumas sem tênis, correndo em piso de pedras, gravetos e estercos.

Foi encontrado, descoberto e mostrado ao Brasil, pelo apresentador Luciano Huck. A comunidade foi mobilizada pelo Caldeirão do Huck e em mutirão contribuiu. No prazo de 10 dias nasceu um novo centro de atletismo com salas e equipamentos novos e modernos, aparelhos de ginástica, bicicletas, uma moto, poço artesiano, dependências necessárias para acolhimento confortável e um cheque de 10 mil reais para a manutenção. 

Combate ao ebola

Um fato gritante da mais recente publicação sobre o surto de Ebola é que cinco dos muitos autores do estudo estão mortos, vitimados pela doença que grassa na África ocidental. A nova análise, divulgada em 2014 numa famosa revista científica, revela que a atual epidemia resultou de transmissão entre seres humanos. 

O estudo fornece fortes evidências de que, uma vez que o vírus foi introduzido na população humana, a transmissão posterior foi de humano para humano, e não através de reiteradas introduções a partir da natureza.

Na epidemia mais recente as autoridades destacaram que a exposição a reservatórios animais sempre será uma preocupação, assim como uma educação adequada sobre como lidar corretamente com carne de caça e ficar longe da carne de animais já mortos.

Porém os dados mostram que a transmissão de humano para humano é o fator responsável por essa epidemia.

Isso significa que a resposta dos profissionais de saúde pública a esse surto, que se concentra no rastreamento e tratamento de pessoas expostas a pacientes infectados, em vez de tentar manter humanos longe de potenciais transmissores animais, foi a estratégia correta.


Gatos de pára-quedas

Na década de 1950 a ilha de Bornéu sofreu uma epidemia de malária. A Organização Mundial da Saúde encontrou uma solução: jogar grandes quantidades de pesticida sobre a ilha para matar os mosquitos que transmitiam a doença. Os mosquitos de fato diminuíram, e a malária foi controlada. Até aqui tudo bem.

Mas alguns efeitos colaterais inesperados surgiram. Primeiro o tetos das casas começaram a cair sobre a cabeça dos seus moradores pois o pesticida também matou as vespas que comiam lagartas comedoras de cisal, material de que era feito o teto das casas. Pior que isso, as vespas infectadas de pesticida viraram comida de gato, matando-os também!

Com a morte dos gatos, a população de ratos na ilha aumentou assustadoramente e com essa infestação duas novas epidemias atacaram a ilha: peste negra e tifo. Dessa maneira, a OMS resolveu o problema da epidemia de malária mas como resultado gerou outras duas epidemias.

Para reparar a  besteira que fez, a OMS chegou à conclusão que a melhor solução seria lançar de pára-quedas 14.000 gatos para conter a população de ratos e consequentemente, as novas epidemias.


O registro histórico da operação está documentado pela universidade de Harvard e é denominado “Entendendo o Equilíbrio e Fluxo de Ecosistemas”. Um bom exemplo de como atuar sem a visão do todo pode levar a grandes equívocos.

Presença de espírito

Um descuido e a estudante Brunella Comineli, de 9 anos, teve o cabelo preso no bocal de aspiração de uma piscina de um condomínio de Itaparica, em Vila Velha. Brunella estava na piscina com outras amigas da escola, na comemoração de aniversário de uma delas, na cobertura do prédio.

A menina mergulhou e logo que o cabelo ficou preso pegou na perna de outra criança e assim pediu ajuda. Quando os adultos foram avisados, dois deles mergulharam na piscina para tentar soltar Brunella. Eles não conseguiram retirar o cabelo daquela sucção. Resolveram, rapidamente, cortá-lo, com uma faca de churrasco.

Os segundos embaixo d’água pareceram minutos para quem tentava soltá-la da sucção. Após ter seus cabelos cortados, a menina passou por massagem cardíaca para ressuscitação e chegou a ficar dois dias em coma induzido, além de cumprir 11 dias de internação no hospital. Felizmente, sobreviveu sem sequelas.

O pai da menina declarou:

“A minha filha foi salva por uma ação rápida. Agradeço a esse homem que conseguiu salvar a vida da minha filha a tempo. Graças a ele, Brunella está viva, ao lado de nossa família.”

A pedra fundamental

Mais uma vez a presidente que comanda a rede brasileira Blue Tree Hotels, a executiva Chieko Aoki conquista mais um título, agora pela revista americana Forbes que a elegeu como a segunda mulher de negócios mais poderosa do Brasil. Chieko é referência de administração e marketing de uma das redes de hotéis e resorts mais respeitadas no Brasil e no exterior. Sob o seu comando são 27 entre hotéis e resorts.

Seu movimento pessoal, regido por princípios claros e bem definidos, criou à sua volta uma aura magnética, quase irresistível. Suas respostas são naturalmente carregadas com o testemunho de quem chegou no sucesso e quer compartilhar o caminho com os outros. Um exemplo de vida, para quem está com a mente aberta.

O dia de Chieko Aoki começa às 6h, com a prática de atividades físicas, e termina depois que tiver respondido o último e-mail. E por que isso? A executiva responde:“Eu tenho que dar o exemplo. Eu peço para as minhas equipes responderem seus e-mails no mesmo dia. É uma questão de consideração e respeito com quem enviou aquele e-mail. E eu tenho que estar dentro das regras, para dar o exemplo, ainda que isso signifique ficar no computador até meia-noite, uma hora da manhã.”

Os empreendimentos de Chieko Aoki têm todos a mesma crença: encantar a todos, fazendo as pessoas se sentirem mais felizes. E a base que sustenta este encantamento é o respeito. Segundo Chieko:


“O respeito é a base de tudo. O seu limite é o limite do outro. Um exemplo simples de respeito são os prazos. Prazo é prazo. Você deu um prazo para o parceiro ou cliente? Tem que cumprir.”

Uma mulher de ação

A educadora Yvonne Bezerra de Mello é uma das maiores ativistas sociais do Brasil. A experiência de ajudar as crianças vítimas da Chacina da Candelária, em 1993, mudou sua vida. Foi a partir dessa tragédia que ela descobriu que precisava fazer mais pelos meninos e meninas de rua. Veja alguns pensamentos dela:

“Desde muito pequena, minha mãe me ensinou que o pensamento positivo sobre todas as coisas que acontecem na vida é a chave para o equilíbrio e o sucesso. A palavra “NÃO” inexistia em nossa casa e toda vez que havia resistência ou limites, eles me eram explicados para que eu entendesse a situação. Esse entendimento de que não existem problemas, mas soluções, norteou minha infância, adolescência e ainda hoje me influencia.”

“Os anos de universidade e pesquisa me ensinaram que aquele que cede nas suas ideias é um sério candidato à mediocridade. Passei a perseguir cada vez mais o objetivo: evitar que milhões de crianças se tornassem subempregados, trabalhadores infantis e que nunca tivessem um lugar de destaque nas sociedades de diversos países.


Mas de nada servem os estudos e pesquisas se não passarmos à ação. É a ação que move montanhas e que leva o homem a criar, construir e melhorar sua existência e a dos outros. Depois da chacina da Candelária, abri a primeira sala de aula do Projeto Uerê, uma escola alternativa, debaixo de um viaduto, para 150 crianças e jovens. Foi quando entendi que para fazer o bem não é necessário, num primeiro momento, ter fundos. A vontade ultrapassa todo o dinheiro do mundo. É preciso fazer, deixar seus impulsos se tornarem realidade. Descobri que nada é impossível quando realmente se quer alguma coisa.”

O teste da carteira

Em 2013 a equipe da revista Seleções fez uma pesquisa a fim de descobrir a quantas anda a honestidade no Brasil. Para isso, realizaram um teste em seis cidades brasileiras – entre pequenas, médias e grandes. Eles simularam a “perda” de 72 carteiras em ruas, praças, praias, shopping centers, farmácias, feiras de livros, museus e outros pontos públicos. Cada carteira continha 100 reais em dinheiro (uma cédula de 50, duas de 20 e uma de 10), notas fiscais de supermercados, restaurantes, livrarias etc., um bilhete de metrô, uma foto de criança, cartões de lojas, além de um cartão de visita do suposto dono, com o número de um telefone fixo e um celular, mas nenhum documento.

Das 72 carteiras utilizadas na pesquisa, 39 foram devolvidas (54%). Esse teste da vida real deixou claro o seguinte: princípios morais são adquiridos por meio dos exemplos dados pela família. A maioria dos que devolveram as carteiras com o dinheiro revelou que o desejo de fazer o certo foi instilado pela família, principalmente pelos pais.

“O primeiro passo para a honestidade vem dos pais. Depois, da escola”, disse o advogado Augusto Cherfan Junior, de Belém, que estava acompanhado da amiga Tatiana quando encontrou uma das carteiras e procurou um segurança para entregá-la. Para esses, a situação nem sequer consistiu em um dilema moral. Não havia outra hipótese, senão devolver a carteira, fosse porque seu conteúdo poderia fazer falta ao dono ou simplesmente porque não lhe pertencia.


Os que devolveram as carteiras eram jovens, idosos, ricos, pobres, homens, mulheres, moradores de cidades grandes, médias ou pequenas. Não existem verdades absolutas nem um perfil que aponte para a honestidade e a ética, mas é inspirador ver que, como um todo, somos um povo honesto.

O construtor de pontes

Mudar vidas construindo pontes é o que Toni Ruttimann tem feito nos últimos 27 anos. Inspirado por relatos dos estragos causados por um terremoto no Equador em 1987, ele jurou “fazer alguma coisa”. Depois de recolher doações em sua cidade natal na Suíça, foi para o Equador em busca de uma forma de ajudar. Na época com 20 anos, descobriu aldeões que haviam ficado isolados depois de perderem sua ponte. Esticando ao máximo a pequena quantia que trouxera da Suíça e com a ajuda de um engenheiro holandês, construiu com os aldeões sua primeira ponte em cinco meses. Encontrara o trabalho de sua vida.

Numa jornada de um homem só para “servir as pessoas pelo mundo”, ele dedica sua vida a construir pontes para pedestres em países desde Honduras até Camboja e Indonésia. Desde que iniciou sua forma única de ajuda humanitária, ele e uma equipe de soldadores dedicados ergueram mais de 660 pontes para pedestres, de 30 a 264 metros de comprimento, para atender 2 milhões de pessoas.

Algumas das pontes que Ruttimann constrói substituem as que foram destruídas ou se deterioraram, mas a maioria se encontra em locais onde nunca houve uma antes. “Buscamos nós mesmos os locais ou os aldeões vêm nos pedir a ponte”, diz ele.

Ruttimann exerce suas atividades de maneira discreta. Aceita apenas pequenas doações de pessoas físicas, a maioria de seu país de origem. Estabeleceu uma relação duradoura com a siderúrgica Tenaris, que contribuiu com tubos de aço suficientes para construir cerca de cem pontes, e com operadores de teleféricos, que doaram impressionantes 370 km de cabos provenientes de estações suíças de esqui. Os aldeões fornecem a mão de obra e compram o cimento (de 200 a 500 sacos), a areia e o cascalho necessários para as fundações da ponte.

Nenhum dos doadores de Ruttimann pede reconhecimento em troca dos materiais. “Eles concordam comigo que estamos fazendo isso pelas pessoas”, diz Toni.

Apesar de sua reputação ter se alastrado por toda a Ásia e outros lugares, muitas vezes Toni leva algum tempo para explicar sua filosofia. Por exemplo, depois de contar a um ministro de Mianmar sobre como constrói pontes de graça desde os 19 anos e dizer que queria continuar no país, o ministro perguntou:
– De graça? Diga a verdade. Por que faz isso?
– Vejo o sofrimento das pessoas que precisam de uma ponte e sei como ajudá-las – explicou. – E nasci para ser um construtor de pontes. Por último, é porque quero muito fazer isso.


Ruttimann não só conseguiu permissão para trabalhar em Mianmar como o governo o ajudou com as licenças para a importação de canos e cabos, e forneceu locais para reunir e armazenar materiais.

Um talento oculto

Nathaniel Ayers é um músico norte-americano que começou a tocar violoncelo durante o ensino médio. Mais tarde frequentou a melhor escola de música de Nova York, sendo um dos poucos alunos dessa escola com bolsa de estudos como violoncelista. Nesse período sofreu um colapso mental, sendo internado em um hospital psiquiátrico, onde recebeu tratamento de eletrochoque.

Após a morte de sua mãe em 2000, ele se mudou para Los Angeles, Califórnia, pensando que seu pai morava lá. Sem-teto e esquizofrênico, Ayers passou a viver nas ruas de Los Angeles, ganhando a vida tocando instrumentos (como o violino e violoncelo) nas esquinas da cidade.

Vivendo nas ruas, ele foi descoberto pelo jornalista Steve Lopez, que contou sua história primeiro em colunas no maior jornal de Los Angeles e depois em um livro biográfico. Graças às colunas de Steve Lopez, Nathaniel conseguiu novas oportunidades: ganhou um violoncelo, um apartamento para morar, teve oportunidade de voltar a tocar para o público e voltou a ter contato com sua irmã, último parente ainda vivo, que passou a ser sua tutora.


Uma fundação foi criada por essa irmã em 2008 com o objetivo de apoiar as pessoas acometidas de sofrimento psíquico e dotadas artisticamente. A história de Nathaniel percorreu o mundo contada no filme “O Solista”, de 2009.

Sunday, September 27, 2015

Rosa Parks
Em 1955, Rosa Louise McCauley, uma costureira negra do Alabama, pegou um ônibus e, por estar muito cansada, optou por não ficar de pé na área reservada para os negros, na parte de trás do automóvel. Sentou-se em um banco e, diante da indignação dos presentes brancos, recusou-se a se levantar para ceder o lugar a um deles. A atitude de Rosa Parks foi o estopim do Boicote aos Ônibus de Montgomery, que teve o apoio do pastor Martin Luther King, e é considerada até hoje um momento histórico da luta pelos direitos civis nos EUA.
Fonte: Catraca Livre
A Assembleia dos Ratos
Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma assembleia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma excelente ideia; a de pendurar uma sineta no pescoço do gato. Assim, sempre que o gato tivesse por perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O velho rato falou que o plano era muito inteligente e ousado, que com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato?

Moral da história:
Falar é fácil, fazer é que é difícil.
Fábula: O Leão e o Rato

Certo dia, estava um Leão a dormir a sesta quando um ratinho começou a correr por cima dele. O Leão acordou, pôs-lhe a pata em cima, abriu a bocarra e preparou-se para o engolir.
- Perdoa-me! - gritou o ratinho - Perdoa-me desta vez e eu nunca o esquecerei. Quem sabe se um dia não precisarás de mim?
O Leão ficou tão divertido com esta ideia que levantou a pata e o deixou partir.
Dias depois o Leão caiu numa armadilha. Como os caçadores o queriam oferecer vivo ao Rei, amarraram-no a uma árvore e partiram à procura de um meio para o transportarem.
Nisto, apareceu o ratinho. Vendo a triste situação em que o Leão se encontrava, roeu as cordas que o prendiam.
E foi assim que um ratinho pequenino salvou o Rei dos Animais.

Moral da história: Não devemos subestimar os outros.

Sentados à beira do rio, dois pescadores seguram suas varas à espera de um peixe. De repente, gritos de crianças trincam o silêncio.
Ambos se assustam, olham em frente, olham para trás.
Os gritos continuam e nada. Veem então que a correnteza trazia duas crianças, pedindo socorro. Os pescadores pulam na água. Só conseguem salvá-las à custa de grande esforço. Mais berros quando estão prestes a sair do rio. Notam quatro crianças debatendo-se, tentando salvar suas vidas. Só conseguem resgatar duas e sentem, além do cansaço, a frustração pela perda.
Não refeitos, ofegantes, exaustos, escutam uma gritaria ainda muito maior. Desta vez, oito pequenos seres vêm sendo trazidos pela correnteza. Um pula na água, o outro vira-se rumo à estrada que acompanha a subida do rio.
O amigo que pulou na água grita:
- Você enlouqueceu, não vai me ajudar?
Sem parar o passo, o outro respondeu:
- Tente fazer o que puder. Vou verificar por que as crianças estão caindo no rio.

Combater o efeito é ser eficiente, mas combater a causa é ser eficaz.
A rebelião contra o estomago
Variações desta história existem desde a antiguidade clássica. Paulo emprega uma delas em Coríntios I 12:14-16
Uma vez um homem sonhou que suas mãos, pés, boca e cérebro começaram todos a se rebelar contra estômago.
- Sua lesma imprestável! - as mãos disseram - Nós trabalhamos o dia inteiro, serrando, martelando, levantando e carregando. De noite estamos cobertas de bolhas e arranhões, nossas juntas doem e ficamos cheias de sujeira. Enquanto isso, você só fica aí sentado, pegando a comida toda!
- Nós concordamos! - gritaram os pés - Pense só como nos desgastamos, andando para lá e para cá o dia inteiro. E só fica se entupindo, seu porco ganancioso, cada vez mais pesado para a gente carregar.
- Isso mesmo! - choramingou a boca - De onde você pensa que vem toda a comida que você tanto ama? Eu é que tenho que mastigar tudo; e logo que termino, você suga tudo aí para baixo, só para você. Você acha que isso é justo?
- E eu? - gritou o cérebro - Você acha que é fácil ficar aqui em cima, tendo que pensar de onde vai vir a sua próxima refeição? E ainda por cima, não ganho nada pelas minhas dores todas.
Uma por uma, as partes do corpo aderiram às reclamações contra o estômago, que não disse coisa alguma.
- Tenho uma ideia - o cérebro finalmente anunciou. - Vamos todos nos rebelar contra essa barriga preguiçosa e parar de trabalhar para ela.
- Soberba ideia! - todos os outros membros e órgãos concordam - Vamos lhe ensinar como nós somos importantes, seu porco. Assim, talvez você também acabe fazendo algum trabalho.
E todos pararam de trabalhar. As mãos se recusaram a levantar ou carregar coisas. Os pés se recusaram a andar. A boca prometeu não mastigar nem engolir nem um bocadinho. E o cérebro jurou que não teria mais nenhuma idéia brilhante. No começo, o estômago roncou um pouco, como sempre fazia quando estava com fome. Mas depois ficou quieto.
Nesse ponto, para surpresa do homem que sonhava, ele descobriu que não conseguia andar. Não conseguia segurar nada nas mãos. Não conseguia nem abrir a boca. E de repente, começou a se sentir bem doente.
O sonho pareceu durar vários dias. A cada dia que passava, o homem se sentia cada vez pior.
- É melhor que essa rebelião não dure muito - ele pensou - senão vou morrer de inanição.
Enquanto isso, mãos, pés, boca e cérebro só ficavam à toa, cada vez mais fracos. No início, se agitavam só um pouquinho, para escarnecer do estômago de vez em quando; mas pouco depois não tinham mais energia nem para isso.
Por fim, o homem ouviu uma vozinha fraca vinda da direção dos pés.
- Pode ser que estivéssemos enganados - eles diziam. - Talvez o estômago estivesse trabalhando o tempo todo, ao jeito dele.
- Estava pensando a mesma coisa - murmurou o cérebro. - É verdade que ele fica pegando a comida toda. Mas parece que ele manda a maior parte de volta para nós.
- Devemos admitir nosso erro - disse aboca. - O estômago tem tanto trabalho a fazer quanto as mãos, os pés, o cérebro e os dentes.
- Então, vamos todos voltar ao trabalho - gritaram juntos. E, nisso, o homem acordou.
Para seu alívio, descobriu que os pés estavam andando de novo. As mãos seguravam, a boca mastigava e o cérebro agora conseguia pensar com clareza. Começou a se sentir muito melhor.

- Bem, eis aí uma lição para mim - ele pensou, enquanto enchia o estômago de café e pão com manteiga, de manhã. - Ou funcionamos todos juntos, ou nada funciona mesmo.
O fazendeiro e os filhos
Um fazendeiro sentiu a morte próxima e chamou os filhos para contar um segredo.
- Meus filhos, eu vou morrer. Quero dizer que no nosso terreno há um tesouro escondido. Se vocês cavarem, vão encontrar.
Logo que o pai morreu, os filhos pegaram pás e ancinhos e reviraram o terreno de todo jeito procurando o tesouro. Não acharam nada, mas a terra trabalhada produziu uma colheita nuca vista.
O trabalho é o verdadeiro tesouro. 

Friday, September 25, 2015

Seguindo a corrente

Um velho homem bêbado acidentalmente caiu nas terríveis corredeiras de um rio que levavam para uma alta e perigosa cascata.

Ninguém jamais tinha sobrevivido àquele rio. Algumas pessoas que viram o acidente temeram pela sua vida, tentando desesperadamente chamar a atenção do homem que, bêbado, estava quase desmaiado.

Mas, miraculosamente, ele conseguiu sair salvo quando a própria correnteza o despejou na margem em uma curva que fazia o rio.

Ao testemunhar o evento, o sábio da vila comentou para todas as pessoas que diziam não entender como o homem tinha conseguido sair de tão grande dificuldade sem luta:

"Ele se acomodou à água, não tentou lutar com ela. Sem pensar, sem racionalizar, ele permitiu que a água o envolvesse. Mergulhando na correnteza, conseguiu sair da correnteza. Assim foi como conseguiu sobreviver."

Gato Ritual - Complicando o que é simples

Quando um mestre espiritual e seus discípulos começavam sua meditação do anoitecer, o gato que vivia no mosteiro fazia tanto barulho que os distraía.

Então o professor ordenou que o gato fosse amordaçado durante a prática noturna.

Anos depois, quando o mestre morreu, o gato continuou a ser amarrado durante a meditação. E quando o gato eventualmente morreu, outro gato foi trazido para o monastério e amarrado.


Séculos depois, quando todos os fatos do evento estavam perdidos no passado, praticantes intelectuais que estudavam os ensinamentos daquele mestre espiritual escreveram longos tratados escolásticos sobre a significância de se amordaçar um gato durante a prática da meditação...

Talvez

Um velho fazendeiro trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.

"Que má sorte!" eles disseram solidariamente.

"Talvez," o fazendeiro calmamente replicou. Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.

"Que maravilhoso!" os vizinhos exclamaram.

"Talvez," replicou o velho homem. No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.

"Que pena," disseram.

"Talvez," respondeu o fazendeiro. No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram.

Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.

O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:


"Talvez."

Excesso de esforço

Um discípulo foi ao seu mestre e disse fervorosamente:

"Eu estou ansioso para entender seus ensinamentos e atingir a Iluminação! Quanto tempo vai demorar para eu obter este prêmio e dominar este conhecimento?"

A resposta do mestre foi casual:

"Uns dez anos..."

Impacientemente, o estudante completou:

"Mas eu quero entender todos os segredos mais rápido do que isto! Vou trabalhar duro! Vou praticar todo o dia, estudar e decorar todos os sutras, farei isso dez ou mais horas por dia!! Neste caso, em quanto tempo chegarei ao objetivo?"

O mestre pensou um pouco e disse suavemente:


"Vinte anos."

A prática faz a perfeição

 Um estudante de canto de ópera dramática treinou sob um rígido professor que insistia que ele recitasse dia após dia, mês após mês o mesmo trecho da mesma canção, sem jamais ser permitido ir adiante. Finalmente, oprimido pela frustração e desespero, o jovem fugiu em busca de outra profissão.

Uma noite, parando em uma estalagem, ele encontrou por acaso o anúncio de uma competição de canto. Não tendo nada a perder, ele entrou na competição e, é claro, cantou a única passagem que ele conhecia tão bem.

Quando ele terminou, o patrocinador da competição congratulou-o efusivamente sua performance. A despeito das embaraçadas objeções do estudante, recusou-se a acreditar que havia escutado um cantor principiante.

"Diga-me," perguntou o patrocinador, "quem é seu instrutor? Ele deve ser um grande mestre!"


O estudante mais tarde tornou-se conhecido como o grande cantor japonês Koshiji.

O velho lavrador e seus filhos

Houve, num tempo muito distante, um velho lavrador que tinha dois filhos. Após ficar gravemente enfermo e sentindo que iria morrer, chamou os dois até a cabeceira de sua cama  e assim lhes falou:

- Meus queridos filhos, sinto que vou morrer; antes, porém, quero dizer-lhes que toda a fortuna que posso deixar-lhes  e que repartirão em partes iguais, é a fazenda  e as terras; desejo que continuem a cultivá-las, pois nelas, a um ou dois pés de profundidade, há um tesouro.

Os filhos ficaram entusiasmados, acreditando que seu pai falava de alguma soma de dinheiro enterrada nas dependências da fazenda. Assim, depois da sua morte, puseram-se com todo o afã a cavar  as suas terras palmo a palmo. Extenuados de fadiga, não conseguiram encontrar o tal tesouro; mas a terra, perfeitamente cavada e removida, deu-lhes uma abundante colheita que foi a justa recompensa do seu trabalho.

MORAL DA HISTÓRIA
Não existe forma milagrosa para enriquecer. O trabalho cuidadoso e persistente é a verdadeira fonte de riquezas. Por isso, nunca desista dos seus sonhos.

Tuesday, September 22, 2015

Fabricantes de violinos

Em Cremona, no século XVIII, se fabricaram os melhores violinos em uso até hoje no planeta. Havia três principais luthiers na cidade: Stradivarius, Guarnieri e Amati, todos com oficinas na mesma rua. Um dia, numa engenhosa jogada de marketing, Amati colocou uma placa na frente de sua fábrica: “Aqui se fabricam os melhores violinos da Itália”. No dia seguinte, Guarnieri não deixou por menos: “Aqui se fabricam os melhores violinos do mundo.” Nos bares de Cremona havia muita conversa sobre essa concorrência e muitos provocavam Stradivarius a responder. Passados poucos dias, uma pequena plaquinha foi colocada na porta da oficina de Stradivarius: “Aqui se fabricam os melhores violinos desta rua”. Ninguém ousou protestar. Em 2011 um violino Stradivarius foi leiloado por US$ 15, 6 milhões.


O jovem nadador

Em 2011 Marcos Macedo passou para a faculdade de Medicina no Rio Grande Norte e voltou a morar em Natal após cinco meses treinando natação nos Estados Unidos. Para colocar a vida em ordem,  se deu uma semana de férias. Voltava de um período de 45 dias na China, onde disputou o Mundial de Xangai. Nesse intervalo, foi convocado para participar do Pan de Guadalajara na prova de 4 por 100 metros no estilo livre.

Surpreendido, Marcos passou dias avaliando suas condições físicas. Procurou muito uma segunda piscina, onde pudesse fazer os treinos da manhã pelo menos três vezes por semana. Mas não conseguiu encontrar.

Marcos pensou, repensou, e achou melhor abrir mão da ida ao México. Numa entrevista ele declarou:
"Fácil não foi, mas tive que pensar bastante. Comecei a faculdade em agosto e também não ia ter condições de nadar bem lá no Pan. Não ia chegar com o nível competitivo exigido. Ainda mais depois dos 45 dias que fiquei fora do país. A vontade era de estar lá competindo, mas não estou em condições boas." 

Ele decidiu passar a vaga para outro nadador. Com o gesto de Marcos, a equipe brasileira, formada por João De Lucca, Bruno Fratus, Nicolas Oliveira e Marcelo Chierighini, conquistou a medalha de ouro no México, liderando praticamente a prova toda e nadando em ritmo forte, quebrando inclusive o recorde Pan-Americano.

Três anos mais tarde, Marcos Macedo, agora no terceiro ano de medicina, foi campeão Mundial em piscina curta no Catar. Ao lado de César Cielo, Felipe França e Guilherme Guido, ele ajudou o Brasil a conquistar o ouro nos revezemento 4 x 100 medley. De quebra, o resultado ajudou o Brasil a encerrar a competição na primeira colocação geral pela primeira vez ao somar 10 medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze).


O feixe de gravetos

Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo. Algo que lhe preocupava muito era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos. Pensando em dar-lhes uma lição, ele chamou os quatro para fazer-lhes uma revelação importante.

Ao chegarem à casa do pai, viram-lhe assentado numa cadeira de balanço. O pai chamou-os para mais perto e comunicou-lhes a seguinte decisão:”-Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida. Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês.”

Os filhos, surpresos, entreolharam-se e ouviram o restante que o pai tinha ainda para lhes dizer:”-Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostados naquela porta? Aquele que conseguir partir o feixe ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.”

Cada um deles teve a sua chance de tentar quebrar o feixe, mas nenhum, por mais esforço que fizesse, foi bem sucedido na sua tentativa. Indignados com o pai, que lhes propusera uma tarefa impossível, começaram a reclamar. Foi quando o fazendeiro pediu o feixe e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Incrédulos, os filhos deram o feixe de gravetos para o pai, que foi retirando, um a um, os gravetos, quebrando-os, separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro.

 E depois concluiu:”-Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam, os sucessores do meu trabalho, com garra, dedicação e, acima de tudo, repletos de amor.”

Disse, ainda:”-Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá por em risco tudo que construí para vocês. Nada, nem ninguém os quebrará. Mas, separadamente, vocês são tão frágeis quanto cada um desses gravetos.”

A lebre e a tartaruga

Vocês conhecem a história da lebre e da tartaruga, na qual a lebre desafia a tartaruga para uma corrida. A tartaruga aceita. Dada a largada, a lebre dispara na frente e, por estar tão na frente, decide descansar um pouco. Deita-se então debaixo de uma árvore – e dorme! A tartaruga, mesmo andando devagarinho, ganha. Moral da história: “Devagar e sempre”. Mas a história não para por aí.

Arrependida, a lebre raciocina porque perdeu e descobre que foi arrogante, autoconfiante em demasia. Decide então desafiar a tartaruga para mais uma corrida, convite que não foi recusado. A lebre mais uma vez dispara na frente, e desta vez corre sem parar e ganha com muita tranquilidade. Mas a história ainda não para por aí.

A tartaruga raciocina muito sobre como ela poderia vencer a lebre e descobre um jeito. Faz o desafio, mas exige, desta vez, que ela decida sobre o traçado do percurso. A lebre aceita e, como nas corridas anteriores, sai na frente e corre sem parar até que... se depara com um rio que corta o trajeto ao meio. Parada à margem, ela enxerga, do outro lado, os metros finais da pista e a linha de chegada. Lebres não nadam, mas tartarugas nadam! E, dessa forma, ao finalmente chegar ao rio, a tartaruga  atravessa-o com facilidade e emerge da água do outro lado para vencer a corrida. Mas a história não acaba aí.


Depois de tantas corridas, a lebre e a tartaruga trocam uma ideia e decidem cooperar ao invés de competir. Assim, a lebre carrega a tartaruga até o rio, a tartaruga carrega a lebre durante a travessia e, por fim, a lebre transporta a tartaruga pelos últimos metros e ambas cruzam a linha de chegada, juntas. Moral da história: “Você pode ser brilhante e competente, mas sempre encontrará situações onde outras competências serão necessárias para que o trabalho seja feito melhor e com mais qualidade”.

O espelho do japonês

Numa pequena aldeia japonesa vivia um casal que muito se amava, marido e mulher sempre felizes. Todos os dias o marido  saía muito cedo para trabalho caminhando pela rua onde poucas pessoas encontrava.

Tudo corria às mil maravilhas até que num certo dia, quando andava pensativo e olhando para o chão, encontrou um pequeno espelho de bolso. Imediatamente abaixou-se e o apanhou. Qual não foi seu espanto quando ali viu a foto do seu velho pai já falecido. Depois de muito olhar e matar a saudade embrulhou aquele pequeno tesouro num lenço e o guardou no bolso para que ninguém mais o visse.

À noite, ao voltar para casa, tratou de esconder seu precioso retrato. Escolheu um local onde ninguém imaginaria encontrar algo: atras de um armário antigo que havia na cozinha. Todos os dias, antes de sair e quando chegava do trabalho, dava um jeito de ver a fotografia sem que sua mulher percebesse.

Sua mulher já andava desconfiada com alguns novos hábitos do marido, mas nada falou. Até que numa noite ficou espionando a chegada do fiel companheiro. Como sempre, ele chegava e ia ver a fotografia do seu falecido pai. Dessa forma ela descobriu que ali havia um segredo.

Ela esperou o marido dormir e foi ver o que havia de tão importante atrás daquele armário. Ao olhar o espelho seu susto foi imediato; seu marido tinha outra mulher e aquela era a imagem que provava tal fato.

Durante a noite ela não conseguiu dormir e logo pela manhã interpelou o marido;

 - Então você anda me traindo com outra! e não adianta negar porque tenho a prova.
 - Como pode pensar isto? você é a única em minha vida e sabe muito bem disso.
 - Mentiroso! Traidor! aqui está a prova; uma foto dela que encontrei atrás do armário.
 - Calma mulher; esta foto é do meu falecido pai.
 - Como pode ser tão cínico?

E a discussão não tinha fim.

Naquele momento, por ali passava um velho monge que todas as manhãs andava pela rua meditando e orando. Diante de tão feroz discussão, resolveu intervir para apaziguar o casal. Aproximou-se da porta perguntou o que estava acontecendo para tal discussão.

A mulher, ainda cheia de raiva, explicou:
- Meu marido está me traindo com outra; encontrei uma foto dela que ele mantinha escondida atrás do armário.
- Deixe-me ver, disse o velho monge. E apanhou o pequeno espelho.
- Ora, minha senhora, não é nada do que está pensando; Esta foto é do meu irmão, que também era monge e morreu no mar, durante uma tempestade, quando pescava. Esta foto lhe pertencia e deve ser levada ao local onde ele faleceu para que ele finalmente descanse em paz. E foi embora levando o espelho, que depois atirou ao mar.

MORAL DA HISTÓRIA
Às vezes julgamos pelas aparências e não aceitamos explicações. É preciso ter calma e sempre ouvir os dos lado da história para juntos chegar a um acordo.