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Tuesday, September 22, 2015

O jovem nadador

Em 2011 Marcos Macedo passou para a faculdade de Medicina no Rio Grande Norte e voltou a morar em Natal após cinco meses treinando natação nos Estados Unidos. Para colocar a vida em ordem,  se deu uma semana de férias. Voltava de um período de 45 dias na China, onde disputou o Mundial de Xangai. Nesse intervalo, foi convocado para participar do Pan de Guadalajara na prova de 4 por 100 metros no estilo livre.

Surpreendido, Marcos passou dias avaliando suas condições físicas. Procurou muito uma segunda piscina, onde pudesse fazer os treinos da manhã pelo menos três vezes por semana. Mas não conseguiu encontrar.

Marcos pensou, repensou, e achou melhor abrir mão da ida ao México. Numa entrevista ele declarou:
"Fácil não foi, mas tive que pensar bastante. Comecei a faculdade em agosto e também não ia ter condições de nadar bem lá no Pan. Não ia chegar com o nível competitivo exigido. Ainda mais depois dos 45 dias que fiquei fora do país. A vontade era de estar lá competindo, mas não estou em condições boas." 

Ele decidiu passar a vaga para outro nadador. Com o gesto de Marcos, a equipe brasileira, formada por João De Lucca, Bruno Fratus, Nicolas Oliveira e Marcelo Chierighini, conquistou a medalha de ouro no México, liderando praticamente a prova toda e nadando em ritmo forte, quebrando inclusive o recorde Pan-Americano.

Três anos mais tarde, Marcos Macedo, agora no terceiro ano de medicina, foi campeão Mundial em piscina curta no Catar. Ao lado de César Cielo, Felipe França e Guilherme Guido, ele ajudou o Brasil a conquistar o ouro nos revezemento 4 x 100 medley. De quebra, o resultado ajudou o Brasil a encerrar a competição na primeira colocação geral pela primeira vez ao somar 10 medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze).


O feixe de gravetos

Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo. Algo que lhe preocupava muito era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos. Pensando em dar-lhes uma lição, ele chamou os quatro para fazer-lhes uma revelação importante.

Ao chegarem à casa do pai, viram-lhe assentado numa cadeira de balanço. O pai chamou-os para mais perto e comunicou-lhes a seguinte decisão:”-Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida. Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês.”

Os filhos, surpresos, entreolharam-se e ouviram o restante que o pai tinha ainda para lhes dizer:”-Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostados naquela porta? Aquele que conseguir partir o feixe ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.”

Cada um deles teve a sua chance de tentar quebrar o feixe, mas nenhum, por mais esforço que fizesse, foi bem sucedido na sua tentativa. Indignados com o pai, que lhes propusera uma tarefa impossível, começaram a reclamar. Foi quando o fazendeiro pediu o feixe e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Incrédulos, os filhos deram o feixe de gravetos para o pai, que foi retirando, um a um, os gravetos, quebrando-os, separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro.

 E depois concluiu:”-Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam, os sucessores do meu trabalho, com garra, dedicação e, acima de tudo, repletos de amor.”

Disse, ainda:”-Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá por em risco tudo que construí para vocês. Nada, nem ninguém os quebrará. Mas, separadamente, vocês são tão frágeis quanto cada um desses gravetos.”

A lebre e a tartaruga

Vocês conhecem a história da lebre e da tartaruga, na qual a lebre desafia a tartaruga para uma corrida. A tartaruga aceita. Dada a largada, a lebre dispara na frente e, por estar tão na frente, decide descansar um pouco. Deita-se então debaixo de uma árvore – e dorme! A tartaruga, mesmo andando devagarinho, ganha. Moral da história: “Devagar e sempre”. Mas a história não para por aí.

Arrependida, a lebre raciocina porque perdeu e descobre que foi arrogante, autoconfiante em demasia. Decide então desafiar a tartaruga para mais uma corrida, convite que não foi recusado. A lebre mais uma vez dispara na frente, e desta vez corre sem parar e ganha com muita tranquilidade. Mas a história ainda não para por aí.

A tartaruga raciocina muito sobre como ela poderia vencer a lebre e descobre um jeito. Faz o desafio, mas exige, desta vez, que ela decida sobre o traçado do percurso. A lebre aceita e, como nas corridas anteriores, sai na frente e corre sem parar até que... se depara com um rio que corta o trajeto ao meio. Parada à margem, ela enxerga, do outro lado, os metros finais da pista e a linha de chegada. Lebres não nadam, mas tartarugas nadam! E, dessa forma, ao finalmente chegar ao rio, a tartaruga  atravessa-o com facilidade e emerge da água do outro lado para vencer a corrida. Mas a história não acaba aí.


Depois de tantas corridas, a lebre e a tartaruga trocam uma ideia e decidem cooperar ao invés de competir. Assim, a lebre carrega a tartaruga até o rio, a tartaruga carrega a lebre durante a travessia e, por fim, a lebre transporta a tartaruga pelos últimos metros e ambas cruzam a linha de chegada, juntas. Moral da história: “Você pode ser brilhante e competente, mas sempre encontrará situações onde outras competências serão necessárias para que o trabalho seja feito melhor e com mais qualidade”.