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Monday, October 5, 2015

O homem que faz chover

O brasileiro Takeshi Imai inventou um método e fazer chover. Deu certo Sua tecnologia foi adotada pela Sabesp e recebeu prêmio na França.

'Era um jacarandá de 250 anos. Aquilo mexeu comigo. Desde então, decidi que minhas invenções serviriam à natureza, e não contra ela.'  A derrubada da árvore de lei com a potente motosserra que sua empresa fabricava, na década de 1970, fez com que o engenheiro mecânico Takeshi Imai mudasse completamente de vida. A partir de então, abandonou a produção de motosserras e pulverizadores de inseticidas e dedicou-se ao estudo dos fenômenos meteorológicos.  Após 20 anos de pesquisa, desenvolveu teorias que o levaram a ser premiado na França pela mais promissora de suas invenções: um método ecológico de produzir chuvas localizadas, ou seja, no local exato em que são necessárias. 'É uma tenologia nova, única no mundo', explicou Imai.

O processo é simples, limpo e não utiliza aditivos químicos p como o iodeto de prata, proibido nos Estados Unidos desde os anos 1980 por ter causado graves doenças pulmonares na Bacia do Potomac.  A bordo de um avião bimotor (foto na página ao lado, com um reservatório de 300 litros de água potável acoplado, a equipe de Takeshi entra na nuvem e despeja água pura.  As gotículas de água já existentes na nuvem unem-se às novas aplicadas pelo avião, formando gotas maiores, que, devido ao peso, precipitam a chuva em 15 a 20 minutos.  Imai garante que, para cada litro de água semeado, são produzidos cerca de 500 mil litros de água de chuva ou 50 caminhões-pipa.

A ModClima, empresa que Imai fundou para produzir as chuvas artificiais, possui uma base no aeroporto de Bragança, onde também fica um potente radar para detectar as nuvens que podem ser 'semeadas', o único desse modelo na América Latina.  A tecnologia é 100% brasileira e começou a ser desenvolvida em 2001. No ano seguinte, foi apresentada no 12º Congresso Brasileiro de Meteorologia, em Foz do Iguaçu (PR). Em 2005, ganhou a Medalha de Ouro da Ciência da Água no 7º Simpósio Internacional da Água, em Cannes, na França.

A parceria com a Sabesp (Companhia de Abastecimento e Saneamento Básico do Estado de São Paulo) vem desde 2003, quando a ModClima ajudou a evitar o racionamento de água devido à escassez de chuvas nas regiões de mananciais. Segundo a Sabesp, Imai foi responsável por 31% das chuvas na Bacia do Sistema Cantareira, área de 3 mil quilômetros quadrados que vai de Camanducaia a Bragança Paulista e abastece 9 milhões de pessoas.  Das 200 nuvens semeadas, 160 precipitaram, contribuindo significativamente para encher os reservatórios de São Paulo.

Aos 67 anos, Takeshi Imai continua a estudar para aprimorar sua invenção e para encontrar novas formas de ajudar a natureza. Um de seus projetos é o reflorestamento aéreo com as 'árvores-flechas' - para ser lançadas de avião -, por meio do qual é possível plantar 50 mil mudas por hora.  'Onde não há vegetação, não há nuvens, e sem nuvens é impossível fazer chover, afirma Imai. 

'Minha preocupação não é ganhar dinheiro, mas achar soluções urgentes para deter a degradação do planeta e o acelerado processo de aquecimento global', diz Imai. 'As mudanças climáticas são muito mais sérias do que dizem.'  
Revista Welcome on Board, dez/2008 / jan/2009, págs. 58, 59)

Friday, September 25, 2015

O velho lavrador e seus filhos

Houve, num tempo muito distante, um velho lavrador que tinha dois filhos. Após ficar gravemente enfermo e sentindo que iria morrer, chamou os dois até a cabeceira de sua cama  e assim lhes falou:

- Meus queridos filhos, sinto que vou morrer; antes, porém, quero dizer-lhes que toda a fortuna que posso deixar-lhes  e que repartirão em partes iguais, é a fazenda  e as terras; desejo que continuem a cultivá-las, pois nelas, a um ou dois pés de profundidade, há um tesouro.

Os filhos ficaram entusiasmados, acreditando que seu pai falava de alguma soma de dinheiro enterrada nas dependências da fazenda. Assim, depois da sua morte, puseram-se com todo o afã a cavar  as suas terras palmo a palmo. Extenuados de fadiga, não conseguiram encontrar o tal tesouro; mas a terra, perfeitamente cavada e removida, deu-lhes uma abundante colheita que foi a justa recompensa do seu trabalho.

MORAL DA HISTÓRIA
Não existe forma milagrosa para enriquecer. O trabalho cuidadoso e persistente é a verdadeira fonte de riquezas. Por isso, nunca desista dos seus sonhos.

Tuesday, September 22, 2015

O feixe de gravetos

Conta-se que um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, estava gravemente enfermo. Algo que lhe preocupava muito era o clima de desarmonia que reinava entre seus quatro filhos. Pensando em dar-lhes uma lição, ele chamou os quatro para fazer-lhes uma revelação importante.

Ao chegarem à casa do pai, viram-lhe assentado numa cadeira de balanço. O pai chamou-os para mais perto e comunicou-lhes a seguinte decisão:”-Como vocês sabem, eu estou velho, cansado e creio que não me resta muito tempo de vida. Por isso, chamei-os aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês.”

Os filhos, surpresos, entreolharam-se e ouviram o restante que o pai tinha ainda para lhes dizer:”-Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostados naquela porta? Aquele que conseguir partir o feixe ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro.”

Cada um deles teve a sua chance de tentar quebrar o feixe, mas nenhum, por mais esforço que fizesse, foi bem sucedido na sua tentativa. Indignados com o pai, que lhes propusera uma tarefa impossível, começaram a reclamar. Foi quando o fazendeiro pediu o feixe e disse que ele mesmo iria quebrá-lo. Incrédulos, os filhos deram o feixe de gravetos para o pai, que foi retirando, um a um, os gravetos, quebrando-os, separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro.

 E depois concluiu:”-Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para só um de vocês. Eu quero, na verdade, que vocês, juntos, sejam, os sucessores do meu trabalho, com garra, dedicação e, acima de tudo, repletos de amor.”

Disse, ainda:”-Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá por em risco tudo que construí para vocês. Nada, nem ninguém os quebrará. Mas, separadamente, vocês são tão frágeis quanto cada um desses gravetos.”