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Monday, September 28, 2015

A nota de vinte dólares

Um  conhecido professor começou sua palestra segurando uma nota de vinte dólares numa sala com duzentas pessoas. Ele perguntou: “Quem gostaria de ganhar esta nota de vinte dólares?”  Mãos começaram a se levantar.

O professor disse: “Eu vou dar a esta nota de vinte dólares a um de vocês, mas em primeiro lugar, deixe-me fazer isso. “Ele começou a amassar o papel. Ele perguntou: “Quem ainda a quer?” Ainda muitas mãos se levantaram.

“Bem, se eu fizer isso?” Ele jogou a nota no chão e começou a pisá-la com seu sapato. Ele pegou-a, agora amassada e suja e perguntou: “Quem ainda quer?” Ainda assim as mãos se levantaram no ar.

Nesse dia todos aprenderam uma lição muito valiosa. Não importa o que foi feito com a nota, ela ainda era desejada por muitos, porque não houve redução no valor. Ela ainda vale vinte dólares.

Muitas vezes em nossas vidas, somos ignorados, amassados e moídos na sujeira, que são as decisões que tomamos e as circunstâncias que vêm em nosso caminho. Nós podemos nos sentir como se estivéssemos sem valor e inúteis.


Mas não importa o que aconteceu ou vai acontecer, você nunca perderá o seu valor: sujo ou limpo,  totalmente amassado ou levemente enrugado, você ainda é inestimável para aqueles que respeitam, consideram e amam você.

O cavalo no poço

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O fazendeiro foi rapidamente ao local do acidente e avaliou a situação. Certificando-se de que o animal não se machucara, mas, pela dificuldade e o alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.

Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.

E assim foi feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.

Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo, os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente, conseguiu sair.

Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao dono da fazenda.


Mora da história: se você estiver “lá embaixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, já certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você terra da incompreensão, da falta de oportunidades e de apoio, lembre-se desse cavalo. Não aceite a terra que cai sobre você. Sacuda-a e suba sobre ela. E, quanto mais terra, mais você vai subindo…subindo…subindo, e aprendendo a sair do poço.

Um talento oculto

Nathaniel Ayers é um músico norte-americano que começou a tocar violoncelo durante o ensino médio. Mais tarde frequentou a melhor escola de música de Nova York, sendo um dos poucos alunos dessa escola com bolsa de estudos como violoncelista. Nesse período sofreu um colapso mental, sendo internado em um hospital psiquiátrico, onde recebeu tratamento de eletrochoque.

Após a morte de sua mãe em 2000, ele se mudou para Los Angeles, Califórnia, pensando que seu pai morava lá. Sem-teto e esquizofrênico, Ayers passou a viver nas ruas de Los Angeles, ganhando a vida tocando instrumentos (como o violino e violoncelo) nas esquinas da cidade.

Vivendo nas ruas, ele foi descoberto pelo jornalista Steve Lopez, que contou sua história primeiro em colunas no maior jornal de Los Angeles e depois em um livro biográfico. Graças às colunas de Steve Lopez, Nathaniel conseguiu novas oportunidades: ganhou um violoncelo, um apartamento para morar, teve oportunidade de voltar a tocar para o público e voltou a ter contato com sua irmã, último parente ainda vivo, que passou a ser sua tutora.


Uma fundação foi criada por essa irmã em 2008 com o objetivo de apoiar as pessoas acometidas de sofrimento psíquico e dotadas artisticamente. A história de Nathaniel percorreu o mundo contada no filme “O Solista”, de 2009.