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Monday, September 28, 2015

Da infância humilde para o Supremo

Nascido em Paracatu, MG, Joaquim Barbosa, filho de pedreiro e dona de casa, teve uma infância pobre. As dificuldades que enfrentou só serviram para impulsionar sua vontade de estudar. Com a ajuda de parentes, se mudou para Brasília para estudar em uma escola pública.

Para se manter, trabalhou como faxineiro e na gráfica do Senado. O curso de Direito na Universidade de Brasília foi o início de uma carreira acadêmica intensa. Joaquim Barbosa fala quatro idiomas e é mestre e doutor em direito público pela Universidade de Paris.

Foi indicado para o Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Lula, em 2003, tendo sido o primeiro negro a assumir a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal). Atuou no Supremo durante onze anos, onde foi figura central do julgamento do mensalão, o mais rumoroso da história do STF.



Em 2013 foi eleito pela Revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Foi incluído também em uma lista de 10 brasileiros que foram notícia no mundo em 2013, elaborada pela BBC Brasil.

Uma mulher de ação

A educadora Yvonne Bezerra de Mello é uma das maiores ativistas sociais do Brasil. A experiência de ajudar as crianças vítimas da Chacina da Candelária, em 1993, mudou sua vida. Foi a partir dessa tragédia que ela descobriu que precisava fazer mais pelos meninos e meninas de rua. Veja alguns pensamentos dela:

“Desde muito pequena, minha mãe me ensinou que o pensamento positivo sobre todas as coisas que acontecem na vida é a chave para o equilíbrio e o sucesso. A palavra “NÃO” inexistia em nossa casa e toda vez que havia resistência ou limites, eles me eram explicados para que eu entendesse a situação. Esse entendimento de que não existem problemas, mas soluções, norteou minha infância, adolescência e ainda hoje me influencia.”

“Os anos de universidade e pesquisa me ensinaram que aquele que cede nas suas ideias é um sério candidato à mediocridade. Passei a perseguir cada vez mais o objetivo: evitar que milhões de crianças se tornassem subempregados, trabalhadores infantis e que nunca tivessem um lugar de destaque nas sociedades de diversos países.


Mas de nada servem os estudos e pesquisas se não passarmos à ação. É a ação que move montanhas e que leva o homem a criar, construir e melhorar sua existência e a dos outros. Depois da chacina da Candelária, abri a primeira sala de aula do Projeto Uerê, uma escola alternativa, debaixo de um viaduto, para 150 crianças e jovens. Foi quando entendi que para fazer o bem não é necessário, num primeiro momento, ter fundos. A vontade ultrapassa todo o dinheiro do mundo. É preciso fazer, deixar seus impulsos se tornarem realidade. Descobri que nada é impossível quando realmente se quer alguma coisa.”