Na década de 1950 a ilha de Bornéu sofreu uma epidemia de malária. A Organização Mundial da Saúde encontrou uma
solução: jogar grandes quantidades de pesticida sobre a ilha para matar
os mosquitos que transmitiam a doença. Os mosquitos de fato diminuíram, e a
malária foi controlada. Até aqui tudo bem.
Mas alguns efeitos colaterais inesperados surgiram. Primeiro
o tetos das casas começaram a cair sobre a cabeça dos seus moradores pois o pesticida também matou as vespas que comiam lagartas comedoras de cisal, material de que
era feito o teto das casas. Pior que isso, as vespas infectadas de pesticida viraram
comida de gato, matando-os também!
Com a morte dos gatos, a população de ratos na ilha aumentou
assustadoramente e com essa infestação duas novas epidemias atacaram a ilha:
peste negra e tifo. Dessa maneira, a OMS resolveu o problema da epidemia de
malária mas como resultado gerou outras duas epidemias.
Para reparar a
besteira que fez, a OMS chegou à conclusão que a melhor solução seria
lançar de pára-quedas 14.000 gatos para conter a população de ratos e
consequentemente, as novas epidemias.
O registro histórico da operação está documentado pela
universidade de Harvard e é denominado “Entendendo o Equilíbrio e Fluxo de
Ecosistemas”. Um bom exemplo de como atuar sem a visão do todo pode levar a grandes equívocos.