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Monday, September 28, 2015

Professor Ferreirinha

Jaguarari é um município do sertão baiano, distante de Salvador 411 quilômetros, localizado entre as montanhas da Chapada Norte, com população aproximada de 30 mil habitantes.

Distante da sede do município, 40 quilômetros mais sertão ainda, um povoado denominado Flamengo esconde uma história de ensinamento de vida. Lá está o Professor Ferreirinha. Estudou para lecionar no primário, migrando da área para preencher vazio na educação física do município.

Atendendo um pedido de sua filha que desejava ser atleta, criou uma escola hoje já com 75 alunos. Ao início corria com sua filha pelas ruas esburacadas todos os dias e as crianças começaram a acompanha-lo, quando ele olhou para trás em um determinado dia, viu que 50 crianças o seguiam.

Neste cenário o Professor Ferreirinha tenta mudar a realidade das crianças, através do centro de atletismo que montou, com aparelho de salto feito com pneus e colchões usados. Garrafas pets, tubos de PVC, madeiras, elásticos, têm funções para os treinamentos das crianças, algumas sem tênis, correndo em piso de pedras, gravetos e estercos.

Foi encontrado, descoberto e mostrado ao Brasil, pelo apresentador Luciano Huck. A comunidade foi mobilizada pelo Caldeirão do Huck e em mutirão contribuiu. No prazo de 10 dias nasceu um novo centro de atletismo com salas e equipamentos novos e modernos, aparelhos de ginástica, bicicletas, uma moto, poço artesiano, dependências necessárias para acolhimento confortável e um cheque de 10 mil reais para a manutenção. 

Uma mulher de ação

A educadora Yvonne Bezerra de Mello é uma das maiores ativistas sociais do Brasil. A experiência de ajudar as crianças vítimas da Chacina da Candelária, em 1993, mudou sua vida. Foi a partir dessa tragédia que ela descobriu que precisava fazer mais pelos meninos e meninas de rua. Veja alguns pensamentos dela:

“Desde muito pequena, minha mãe me ensinou que o pensamento positivo sobre todas as coisas que acontecem na vida é a chave para o equilíbrio e o sucesso. A palavra “NÃO” inexistia em nossa casa e toda vez que havia resistência ou limites, eles me eram explicados para que eu entendesse a situação. Esse entendimento de que não existem problemas, mas soluções, norteou minha infância, adolescência e ainda hoje me influencia.”

“Os anos de universidade e pesquisa me ensinaram que aquele que cede nas suas ideias é um sério candidato à mediocridade. Passei a perseguir cada vez mais o objetivo: evitar que milhões de crianças se tornassem subempregados, trabalhadores infantis e que nunca tivessem um lugar de destaque nas sociedades de diversos países.


Mas de nada servem os estudos e pesquisas se não passarmos à ação. É a ação que move montanhas e que leva o homem a criar, construir e melhorar sua existência e a dos outros. Depois da chacina da Candelária, abri a primeira sala de aula do Projeto Uerê, uma escola alternativa, debaixo de um viaduto, para 150 crianças e jovens. Foi quando entendi que para fazer o bem não é necessário, num primeiro momento, ter fundos. A vontade ultrapassa todo o dinheiro do mundo. É preciso fazer, deixar seus impulsos se tornarem realidade. Descobri que nada é impossível quando realmente se quer alguma coisa.”

Sunday, September 27, 2015

A Assembleia dos Ratos
Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma assembleia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma excelente ideia; a de pendurar uma sineta no pescoço do gato. Assim, sempre que o gato tivesse por perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O velho rato falou que o plano era muito inteligente e ousado, que com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato?

Moral da história:
Falar é fácil, fazer é que é difícil.