Em 2011 Marcos Macedo passou para a faculdade de Medicina no Rio Grande Norte e voltou a morar em
Natal após cinco meses treinando natação nos Estados Unidos. Para colocar a vida em ordem, se deu uma semana de férias. Voltava de um
período de 45 dias na China, onde disputou o Mundial de Xangai. Nesse intervalo, foi convocado para participar do Pan de Guadalajara na prova de 4 por 100 metros no estilo livre.
Surpreendido, Marcos passou dias avaliando suas condições físicas.
Procurou muito uma segunda piscina, onde pudesse fazer os treinos da
manhã pelo menos três vezes por semana. Mas não conseguiu encontrar.
Marcos pensou, repensou, e achou melhor abrir mão da ida ao México. Numa entrevista ele declarou:
"Fácil não foi, mas tive que pensar bastante. Comecei a faculdade em agosto e também não ia ter condições de nadar bem lá no Pan. Não ia chegar com o nível competitivo exigido. Ainda mais depois dos 45 dias que fiquei fora do país. A vontade era de estar lá competindo, mas não estou em condições boas."
Ele decidiu passar a vaga para outro nadador. Com o gesto de Marcos, a equipe brasileira, formada por João De Lucca, Bruno
Fratus, Nicolas Oliveira e Marcelo Chierighini, conquistou a medalha de ouro no México, liderando praticamente a prova
toda e nadando em ritmo forte, quebrando inclusive o recorde Pan-Americano.
Três anos mais tarde, Marcos Macedo, agora no terceiro ano de medicina, foi campeão Mundial em piscina
curta no Catar. Ao lado de César Cielo, Felipe França e Guilherme
Guido, ele ajudou o Brasil a conquistar o ouro nos revezemento 4 x 100 medley. De quebra, o resultado ajudou o Brasil a encerrar a competição na
primeira colocação geral pela primeira vez ao somar 10 medalhas (sete de ouro,
uma de prata e duas de bronze).

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