Vocês conhecem a história da lebre e da tartaruga, na
qual a lebre desafia a tartaruga para uma corrida. A tartaruga aceita. Dada a
largada, a lebre dispara na frente e, por estar tão na frente, decide descansar
um pouco. Deita-se então debaixo de uma árvore – e dorme! A tartaruga, mesmo
andando devagarinho, ganha. Moral da história: “Devagar e sempre”. Mas a
história não para por aí.
Arrependida, a lebre raciocina porque perdeu e descobre que
foi arrogante, autoconfiante em demasia. Decide então
desafiar a tartaruga para mais uma corrida, convite que não foi recusado. A
lebre mais uma vez dispara na frente, e desta vez corre sem parar e ganha com
muita tranquilidade. Mas a história ainda não para por aí.
A tartaruga raciocina muito sobre como ela poderia vencer a
lebre e descobre um jeito. Faz o desafio, mas exige, desta vez, que ela decida
sobre o traçado do percurso. A lebre aceita e, como nas corridas anteriores,
sai na frente e corre sem parar até que... se depara com um rio que corta o
trajeto ao meio. Parada à margem, ela enxerga, do outro lado, os metros finais
da pista e a linha de chegada. Lebres não nadam, mas tartarugas nadam! E, dessa
forma, ao finalmente chegar ao rio, a tartaruga
atravessa-o com facilidade e emerge da água do outro lado para vencer a
corrida. Mas a história não acaba aí.
Depois de tantas corridas, a lebre e a tartaruga trocam uma
ideia e decidem cooperar ao invés de competir. Assim, a lebre carrega a tartaruga
até o rio, a tartaruga carrega a lebre durante a travessia e, por fim, a lebre
transporta a tartaruga pelos últimos metros e ambas cruzam a linha de chegada,
juntas. Moral da história: “Você pode ser brilhante e competente, mas sempre
encontrará situações onde outras competências serão necessárias para que o
trabalho seja feito melhor e com mais qualidade”.
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