Um menino tinha o grande defeito, nos tranquilos dias da infância,
de desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer lhe parecia difícil.
Uma noite seu pai lhe entregou uma tabuazinha
de pequena espessura e um canivete, e lhe pediu que, com este canivete, riscasse uma
linha a toda largura da tábua. O garoto obedeceu suas instruções, e, em seguida, tábua
e canivete foram trancados na escrivaninha de seu pai.
A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes; ao fim
de uma semana o menino não aguentava mais de curiosidade.
A história continuava. Toda noite ele tinha que riscar com o
canivete, uma vez, pelo sulco que se aprofundava.
Chegou afinal um dia em que não havia mais mais sulco. Com um último e leve esforço o garoto a tábua em duas. Seu pai então disse:
"– Você nunca acreditaria que isto fosse possível, com tão
pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende
tanto de quanta força você põe numa tentativa, mas da persistência no que faz."
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